sexta-feira, dezembro 09, 2005

"o caminho da sanidade", percorrem eles,
frases com voz e medida.
vestem-se sonhos de inverno
e abusa-se deles.
nos corredores estreitos amplifica-se o volume,
alarga-se a passagem.
escuras ruas pintadas
nascem sob os pés sem sonho.
pontapeiam-se os lugares mais comuns
num futebol amigável à distância.
esclarecem-se esperas mentirosas,
imensas e presentes.
dormita-se por baixo
numa divisão comprimida sem cantinho.
chega-se a casa, e fez-se isto e aquilo,
e rectifica-se a moldura,
e diz-se "ah, eu sou isto,
faço certas coisas
para satisfazer o meu lado assado,
mas sem esquecer aquele coiso importante.
então não é?"

as esculturas no pedestal caído de nascença.